Acreditar…
Palavra tão complexa.
Acreditar, pode significar um trilião de coisas, é uma palavra utilizada para descrever uma boa dose de sentimentos e pensamentos.
É utilizada na descrição das nossas crenças religiosas (Eu acredito em…), das nossas esperanças (Eu acredito que vale a pena ter esperança em…), dos nossos sonhos (Eu acredito que se vão realizar…), das nossas ambições (Eu acredito que vou conseguir…). É aplicada quando pensamos nos outros ou em nós (Eu acredito nele/a… Eu acredito em mim…), quando esperamos mudanças na nossa vida (Eu acredito que a mudança chegará…) ou quando simplesmente pensamos no futuro (Eu acredito que será…).
Acreditar significa considerar possível, isto é, termos confiança numa situação, numa pessoa ou numa entidade. O que significa que à partida predispomos de toda a nossa vulnerabilidade e fé perante essa situação, pessoa ou entidade, demonstrando que confiamos nelas.
Na realidade, podemos acreditar no que quisermos, que por si só não significa que temos razão, apenas que acreditamos que temos.
A realidade é que, apesar de toda esta lógica, acreditar em algo, diz mais de nós e dos outros do que muitas outras palavras, frases, diálogos ou até mesmo ações.
Quando acreditamos ou não em alguma coisa/situação/pessoa/entidade, temos a certeza que estamos certos (mesmo não estando) e a tendência é defender essa crença com toda a nossa força. Daí que é extremamente importante considerar muito bem tudo aquilo em que acreditamos, pois muitas vezes fazemo-lo sem ter noção da realidade dessas coisas/situações/pessoas/entidades e muitas vezes essas crenças trazem-nos mais mal do que bem.
Acima de qualquer outra crença, temos de acreditar em nós, pois só assim conseguiremos ter discernimento para avaliarmos aquilo em que acreditamos ou não.
O processo para acreditarmos em nós, é por vezes longo, doloroso e recheado de obstáculos (psicológicos, físicos, existenciais, etc.), mas é sem dúvida essencial para conseguirmos chegar lá.
Se não acreditarmos em nós, não seremos capazes de acreditar em coisa alguma, o que faz de nós seres sem fundamento, sem certezas, sem esperança, sem sonhos, sem ambições, sem amor-próprio, sem nada…
O ser humano precisa de acreditar para crescer e se desenvolver, para viver e conviver. Ele precisa de acreditar e que acreditem nele, pois sem isso não é capaz de viver em sociedade, por isso, as pessoas falsas que mentem sobre si mesmo e tudo o resto, são pessoas sem crença, mas que precisam da aceitação dos outros e por isso enganam, escondem e se tornam cada vez mais compulsivos e obsessivos com os outros.
O nosso cérebro recorre às nossas crenças para justificar os nossos pensamentos e ações, e o nosso coração precisa das nossas crenças para ser capaz de superar, de ter esperança e energia para continuar a sua demanda.
Acreditar é viver!
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